sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Tragic Comic no nosso fundo!
Beijos e Abraços
domingo, 25 de janeiro de 2009
MATA-RATOS

As aspirações tornaram-se mais profundas em 1988. Nesta altura, o grupo era constituído por Miguel Newton (voz), Pedro Coelho (guitarra), Cascão (baixo) e Jó (bateria).
A primeira edição oficial dos Mata-Ratos foi a maqueta homónima, edição da Raticida Records, gravada em 1989. Oito temas entre os quais "A Minha Sogra é Um Boi" , "O Eterno Enrabado" e "Jardim da Celeste". A cassete venderia cerca de 700 cópias.
Em 1989 concorrem ao 6º concurso do Rock Rendez-Vous mas são afastados da final.
O grupo assina pela EMI-VC. Em Maio de 1990 gravam em Paço de Arcos o seu álbum de estreia com produção de Paulo Pedro Gonçalves.
"Rock Radioactivo" é editado em Julho de 1990. O disco, com clássicos como "A Minha Sogra é Um Boi", "Xavier" e "Armando É Um Comando", atinge o 5º lugar do top português e vende mais de 6 mil cópias.
Em 1990, Cascão e Jó saem e o grupo está vários meses sem ensaiar. Entram Cenoura (baixo) e Alberto (bateria). Em Agosto de 1991, João Brr entra para o lugar de Cenoura.
Em Dezembro de 1991 gravam cinco temas ("Xu-Pa-Ki", "Expulsos do Bar", "Paralisia Cerebral", "Aníbal Caga Tudo" e "Tira, Enrola e Come") para apresentar à editora. A EMI não aceita os temas e o grupo rescinde o contrato.
Em 1993, Moles e Delfin entram para os lugares de Brr e de Alberto.
"Expulsos do Bar", EP em vinil com os temas gravados em Dezembro de 1991, é editado em 1994. No ano seguinte foi editado (reedição em vinil cinzento) na Alemanha pela editora Street Beat.
Ainda em 1994, a Drunk Records editou um split-CD com temas de Mata-Ratos, Pé de Cabra e Garotos Podres. O registo incluía três dos cinco temas do EP "Expulsos do Bar" mais oito temas gravados ao vivo.
Em 1995 foi editado o disco "Estás Aqui, Estás Ali". Os Mata-Ratos, em conjunto com o grupo brasileiro Garotos Podres, fazem uma digressão pela Alemanha de forma a promover este novo disco. As duas bandas lançam o split EP "Bebedeiras & Miúdas Tour 95" (Walzwerk).
Em 1996, Vieira entra para o lugar de Delfin e Gordo Metralha substitui Moles.
"Xu-Pa-Ki 82-97", uma edição limitada, comemorativa dos 15 anos de carreira do grupo, é editada em 1997. A compilação inclui temas do EP "Expulsos do Bar", temas incluídos na compilação "Vozes da Raiva", músicas ao vivo e músicas das primeiras maquetas.
Em Outubro de 1997, os Mata-Ratos gravam o disco "Sente o Ódio". A seguir à gravação deste disco, Pedro Coelho decide sair do grupo.
"Sente o Ódio" só seria editado em 1999, através da Alarm! Records (subsidiária da Guardians Of Metal). O disco inclui 12 temas entre os quais, "Festa Tribal", "Entre Os Destroços" e "Leis de Merda".
Ainda em 1999 é editado, pela francesa Crânes Blasés, o 7'' EP "Crime", gravado já com a nova formação. Trata-se de uma edição limitada a 555 cópias (vinil colorido) que inclui um tema inédito e três antigos.
No ano de 2000, o grupo grava, no formato CD-r, "Por Um Punhado de Ratos" (B.A.R. Prod).
É editado um split-CD, de Mata-Ratos e Urban Crew, em 2002. Em Novembro de 2002 andam em tournée (Portugal, França, Espanha e Bélgica) com os The Suspects.
Em Setembro de 2003, a Rastilho edita um EP em Vinil com 4 temas (três inéditos e um tema gravado ao vivo). A edição de "Deus, Pátria e Família" é limitada e numerada a 525 cópias. A formação actual inclui Miguel Newton (voz), Bacala (bateria), Bibi Ramone (baixo) e Arlock Dias (guitarra).
Participam no disco "Hangover HeartAttack" de tribito aos Poison Idea.
Bacala e Bibi saem e dá-se o regresso do baterista Ricardo Vieira e a entrada de Arlock Esteves para o baixo.
O álbum "És um Homem ou és um Rato" é editado em Junho de 2004 pela Ataque Sonoro.
Em 2005 é editado "Festa Tribal" gravado ao vivo em Martingança (Maceira/Leiria), em 24/04/05, que agrupa 20 temas do grupo. O registo inclui ainda um cd-extra com conteúdos multimédia.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Yazoo
O single de estreia "Only You" (o lado B tinha o hit "Situation"), foi la
nçado em 15 de março de 1982 e alcançou a posição n°. 2 dos tops britânicos.A banda lançou apenas dois álbuns de estúdio: Upstairs at Eric's, em 1982, e You and Me Both, em 1983. Pouco depois, Moyet e Clarke decidiram romper com a dupla.
Moyet seguiu uma carreira solo, enquanto Clarke fundou os The Assembly (com o produtor Eric Radcliffe) e, logo depois, os Erasure, outra dupla de synthpop (desta vez, com o cantor Andy Bell).
Os Yazoo voltaram a reunir-se em 2008 para uma tournée na Europa e nos Estados Unidos com o lançamento de um box set com os maiores sucessos e duas músicas inéditas.. Em baixo fica o vídeo daquela que para mim é a mais genial das músicas da banda, Only You, ao vivo em NY em 2008.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Faleceu João Aguardela

O música do Baú não deixa assim de prestar homenagem a um dos mais irreverentes cantores portugueses dos últimos 20 anos. Em baixo o vídeo dos Sitiados "Vida de Marinheiro".
Tragic Comic

Inicialmente formada pela junção de elementos de 2 projectos musicais (Tragic Comic e OZ22) a banda deu os primeiros passos em palcos no verão de 2005, participando em concursos de norte a sul do País, sendo ainda hoje banda recordista de festivais e concursos de bandas ganhos em Portugal.
Após um primeiro ano com cerca de 30 concertos, os Tragic Comic resolvem dar um passo em frente, e aumentando a tour de 2006 para mais de 70 concertos, a banda prepara aquele que viria a ser o álbum de estreia.
Gravado e misturado pelo engenheiro Tó Pinheiro, e masterizado pelo Mika Jussila (produtor dos Nightwish, entre outros projectos) nos estúdios Finnvox, na Finlândia, o álbum “Welcome To My Show” chega às lojas em Novembro de 2007, esgotando a primeira edição nos meses seguintes.
A promoção ao disco de estreia levou os Tragic Comic a partilhar o palco com artistas como Alcoolémia, Squeeze Thezze Plezze, Primitive Reason, Pedro Abrunhosa, Luís Represas, Quim Barreiros, Gabriel O Pensador, e muitos outros nomes do panorama musical nacional.
Com presença assídua em festas académicas, concentrações motard e eventos culturais, os TC sofreram alterações na formação até estabilizar na formação actual.
A carreira dos TC tem vindo a crescer gradualmente, com um underground firmado e consistente, angariado À custa dos cerca de 200 concertos que a banda já tem, por palcos de todo o tipo de eventos. A trabalhar de momento com as agências T Agency e Alien, os TC vão ganhando o seu espaço no panorama nacional, com passos firmes, e conscientes do percurso a realizar.
A banda encontra-se actualmente em estúdio a preparar temas para um segundo disco, sob a produção do guitarrista dos Santos e Pecadores, e produtor de diversos projectos nacionais, Pedro de Almeida.

"Please don´t let me down" - O single de estreia da banda ao vivo no programa da TVI - "Você na TV"
Fonte : Myspace da banda
sábado, 17 de janeiro de 2009
Alcoolémia vencem votação música do Baú
Pois então como é prometido vamos falar deles. Esta banda formou-se em 1992 na localidade do Fogueteiro, cidade de Amora, com cerca de 30.000 discos vendidos, regressa com o seu 4 album de originais no final de 2007 (após paragem de 9 anos), estando neste momento em promoção com o 2 º single.
Os Alcoolémia fizeram de banda suporte para a mini-tourné da banda Heavy Metal Argentina Rata Blanca em Portugal.
Em 1995 a revista Super Jovem, lança num dos seus números o single Para Quê Sonhar, onde os Alcoolémia seriam eleitos a 3 melhor banda nacional em votação dos seus eleito
res.O canal francês MCM, faz uma reportagem da banda em Lisboa posteriormente exibida em França em conjunto com o video-clip do tema Não Sei Se Mereço.
Resultante da excelente receptividade que o disco alcançou, nomeadamente por vendas superiores a 10.000 exemplares, é-nos atribuído em Março de 1996 o galardão de disco de Prata, entregue pelas mãos do irreverente Herman José, no seu programa Parabéns da RTP1.
Em 1997 os Alcoolémia são galardoados pela Câmara Municipal do Seixal, com a Medalha de Prata de Mérito Cultural... "Em reconhecimento pelo modo como, no exercicio da sua actividade, contribuiu de forma digna para o desenvolvimento cultural no concelho do Seixal.. (continuação em http://alcoolemia.blogs.sapo.pt)
Os Alcoolémia lançaram o seu 4 album e estão neste momento em promoção, gravado no Rockstudio no Feijó, com produção a cargo do técnico João Miranda/Alcoolémia, com mistura a cargo do conheçido Eng. Tó Pinheiro da Silva/Pedro Madeira, o album foi masterizado nos E.U.A a cargo do produtor Joe Gastwirt que trabalhou com Ramones, Jimi Hendrix, YES, Talking Heads, Pearl Jam entre muitos outros grandes nomes internacionais.
O 4 album chama-se "ALCOOLÉMIA" e tem 9 temas originais e uma cover, que é uma versão rock da Chiclete" dos Taxi.

Todos os temas são cantados em português, neste 4 album é notório o amadurecimento a nivel de composição e execução dos temas. É opinião unanime da banda que este 4º album, ser o melhor material que alguma vez compôs a nivel musical, complementados com os melhores textos escritos pelo vocalista e letrista de sempre, Jorge Miranda.
Em 2009, a banda prepara-se para apresentar um novo vocalista, não tendo sida ainda revelada a razão pela qual Jorge Miranda abandonou o grupo, pessoalmente esta notícia deixou-me claramente triste pois a sua presença fez grande parte da imagem da banda.
Em baixo um vídeo de uma música fantástica, "Areia de pedras salgadas"...
Fontes : Myspace da banda
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Taxi
Os Taxi surgiram em 1979, numa formação que incluía João Grande (voz), Henrique Oliveira (guitarra), Rodrigo Freitas (bateria) e Rui Taborda (baixo).
Cantavam temas originais em inglês mas são convidados pela Polygram a gravar um álbum, com a condição de passarem a cantar em português.
Aceite
o desafio estoiraram com o tema "Chiclete". O álbum "Taxi" é gravado numa semana, com produção de António Pinho. A primeira actuação em Lisboa ocorreu em Maio de 1981 na primeira parte do concerto dos britânicos Clash.
O álbum "Taxi" tornou-se o "primeiro disco de ouro do rock português", vendendo mais de 35.000 discos. O disco incluía temas como "Taxi", "Chiclete", "TV-WC" e "Lei da Selva", entre outros.
Em 1982 editaram o álbum "Cairo", cuja capa era uma lata em formato circular. O disco atingiu o galardão de prata (mais de 15.000 unidades vendidas) três dias após o seu lançamento .
Um ano depois é editado "Salutz", álbum que incluía o tema "Sing Sing Club" também lançado em formato Máxi-Single.
Em 1985 é editado o single "Sozinho/In The Thinkling Of An Eye" que foi gravado em Hamburgo, na Alemanha.
O grupo despediu-se das edições discográficas em 1987 com "The Night", um disco integralmente cantado em inglês. Os temas mais conhecidos são "Screamin' Love" e "Never On Sunday" mas o disco teve pouco impacto junto do público.
Reúnem-se em 1998 para participar no Festival Roma Mega Rock.
Em Fevereiro de 1999 foi editada a compilação "O Céu Pode Esperar" que incluía uma versão ao vivo de "O Fio da Navalha" e o inédito "O Céu Pode Esperar"(2).
Uma remix de "Chiclete", feita por Dj Riot dos Cool Train Crew, causa sensações nas pistas de dança.
Voltaram a reunir-se para participar no espectáculo comemorativo dos 25 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã" de Júlio Isidro. São um dos nomes mais bem recebidos nesse dia.
Dão concertos na Casa da Música e no Festival de Vilar de Mouros.
(1) Em 1977 gravaram o single "Dude´s Serenade/Fool Dream" em edição de autor.
Em 2009 ocorre o regresso aos discos, com o lançamento do novo albúm previsto para o 1º trimestre deste ano. Em baixo a estreia do single "Amanhã" no programa "A minha geração".
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Carlos Paião
Carlos Manuel de Marques Paião nasceu em Coimbra no dia 1 de Novembro de 1957.
Em 1978 concorre ao Festival da Canção de Ílhavo onde obtém dois prémios, entre os quais o de melhor intérprete. Outro dos seus temas a concurso fica em 4º lugar.
É rejeitado por duas vezes na Valentim de Carvalho. Na última das vezes a sua mãe tinha pedido a Manuel Paião, primo direito do seu pai e conhecido compositor, que averiguasse se ele tinha talento ou se deveria concluir o curso de medicina que frequentava. Manuel Paião contactou Mário Martins mas o seu assessor disse que apenas tinha algum talento como letrista mas que não valia a pena. Como a resposta não era inteiramente conclusiva, Mário Martins decidiu ouvir as canções tendo ficado agradavelmente surpreendido com o que ouviu.
Carlos Paião participou numa das meias-finais do Festival da Canção de 1980 com "Amigos, Eu Voltei" mas não consegue chegar à final.
Mário Martins leva a Amália Rodrigues uma cassete com canções de Carlos Paião. Amália gostou tanto que quis logo gravar alguns das canções. Escreve "Canção do Beijinho" para Herman José que se torna um dos grandes sucessos desse ano chegando a disco de Ouro.
Em 1981 concorre com três canções ao Festival RTP da Canção mas só "Play-Back" é que é apurada. Grava um single com os outros dois temas ("Souvenir de Portugal" e "Eu Não Sou Poeta") que é editado um mês antes do Festival. A canção "Play-Back" acaba por vencer o Festival da Canção mas fica em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão.
Em Novembro de 1981 é editado um novo single com os temas "Pó de Arroz" e "Gá-gago".
Em 1982 escreve "Trocas e Baldrocas" para Cândida Branca Flôr que fica em segundo lugar no Festival RTP da Canção desse ano.
O máxi-single "O Senhor Extra-Terrestre", de Amália Rodrigues, com dois originais de Carlos Paião é editado em Fevereiro de 1982.
Carlos Paião lança com bastante sucesso um single com os temas "Marcha do Pião-das-Nicas" e "Telefonia (Nas Ondas do Ar)". Ainda nesse ano é editado o seu álbum de estreia, "Algarismos", com canções como "Zero a Zero" , "Canção dos Cinco Dedos" e "Meia Dúzia".
Em dueto com Cândida Branca Flôr concorre ao Festival RTP da Canção de 1983 com o tema "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)". O tema fica em 4º lugar.
Acaba o curso de Medicina em Novembro de 1983. Participa no programa "O Foguete" da RTP em conjunto com António Sala e Luís Arriaga.
Em 1984 colabora com Herman José no programa "Hermanias" onde escreve as canções da personagem "Serafim Saudade". Neste ano são lançados os singles "Discoteca" e "Cinderela".
Carlos Paião colabora entretanto com Cândida Branca Flôr na recolha de canções para o disco "As Cantigas da Minha Escola".
No início de 1985 é editada a compilação "O Melhor de Carlos Paião". Em Junho aparece um novo single com o tema "Versos de Amor".
O disco com as músicas e letras de Serafim Saudade é editado em 1985. Carlos Paião canta com o "verdadeiro artista" no tema "Prás Sogras que Encontrei na Vida".
Participa no World Popular Song Festival of Tokio, realizado em 26 e 27 de Outubro de 1985, com o tema "Lá Longe, Senhora".
Em Dezembro é editado o single "Arco Íris", tema do concurso apresentado por Carlos Ribeiro.
Em 1986 escreve a canção "Bamos Lá Cambada", interpretada por José Estebes, que foi o hino não oficial da selecção portuguesa de futebol, no Mundial do México. Participa também na peça de teatro televisivo "O Carnaval Infernal".
Um novo single, com os temas "Cegonha" e "Lá Longe, Senhora", é editado em Dezembro de 1986.
Carlos Paião morre em 26 de Agosto de 1988 num trágico acidente de automóvel ocorrido na A1.
O disco que estava a preparar, "Intervalo", foi editado em Setembro de 1988, na data prevista inicialmente para o seu lançamento. O tema em maior destaque foi "Quando as Nuvens Chorarem" em dueto com Dina.
José Alberto Reis participou no Festival da Canção de 1989 com "Palavras Cruzadas", uma composição da autoria de Carlos Paião. Com outra das canções deixadas por Carlos Paião, "Sol Maior", representou Portugal num certame realizado em Xangai.
A compilação "O Melhor de Carlos Paião" foi reeditada em 1991 no formato de duplo-álbum
O álbum "Histórias" de António Sala, editado em 1993, inclui o tema "Pecado Capital" de Carlos Paião. Nesse ano é editada também a caixa "Carlos Paião" com os dois álbuns de originais e com um terceiro registo com "Os Singles".
O duplo CD "Letra e Música: 15 anos depois", editado em 2003, inclui 37 temas da autoria de Carlos Paião, entre eles o inédito "Caminhar".
Em 2006 é editada uma compilação com alguns dos temas escritos para outros artistas e algumas versões dos seus temas.
Em 2008, nomes como Rui Veloso (vídeo sem clip em baixo), Tiago Bettencourt, Donna Maria, Per7ume, entre outros, juntam-se para a gravação do álbum "Tributo a Carlos Paião", com cada um dos nomes a interpretarem temas do artista.
Da Vinci
Nos anos 70, Pedro Luís fez parte dos Tantra (substituiu Armando Gama logo após a edição do álbum "Mistérios e Maravilhas") e trabalhou como arranjador e teclista de nomes como Carlos Mendes e Paulo de Carvalho.
Em 1982, Pedro Luís forma os Da Vinci, conjuntamente com Iei Or [em hebraico significa "Faça-se Luz"] e João Heitor. O single de estreia incluía os temas "Lisboa ano 2000" e "Fantasmas". Em 1982 é editado o single "Hiroxima (Meu Amor)", que ainda obtém mais sucesso chegando a disco de prata.
Em 1983 editam o álbum "Caminhando" e o single "Xau Xau de Xangai".
Entra para a banda o ex-Beatnicks Fernando António. O single "Anjo Azul" é lançado em 1984.
O single "Momentos de Paixão" é editado em 1985. Nas gravações participaram Celso de Carvalho e Manuel Cardoso. A capa do disco é da autoria de Jorge Colombo.
Em 1986 é lançado o single "Prince Of Xanadu".
Mudam de editora e editam o LP "A Jóia No Lótus", em 1988, do qual foi extraído o single "Baby (Foi Tudo Por Amor)".
Em 1989 ganham o Festival RTP da Canção com o tema "Conquistador" e representam Portugal em Lausanne (Suíça), no Festival da Eurovisão. Na altura do festival o grupo era formado pelo casal Lei Or e Pedro Luís, pelo guitarrista Ricardo (ex-TNT), pelo baterista Joaquim Andrade e pelas irmãs Sandra e Dora Fidalgo nos coros.
É lançado o álbum "Conquistador" com os temas de "A Jóia No Lótus" mais os temas do single "Conquistador".
Em 1990 é editado o álbum "Dança dos Planetas" que inclui temas comos "Nasci em Portugal" e "Num Tapete Voador". Ainda nesse ano é editado um CD que agrupa os álbuns "Conquistador" e "Dança dos Planetas".
O álbum "Entre o Inferno e o Paraíso", uma edição Polygram, é lançado em 1993.
Em 1995 lançam pela Movieplay o CD "Oiçam" que reúne, para além dos temas inéditos, uma remix de êxitos antigos ("Da Vinci Old Medley") e versões de 'Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades" e "O Vento Mudou".
Em 1999, os Da Vinci comemoraram os seus 17 anos de carreira com o lançamento do álbum "Momentos de Paixão".
domingo, 11 de janeiro de 2009
Trovante
Os Trovante (1) começaram em 1976, em Sagres, quando um grupo de amigos se juntou para fazer música. A sua formação original era constituída por João Nuno Represas, Luís Represas, Manuel Faria, João Gil e Artur Costa.
Em 1977 gravam o seu primeiro disco "Chão Nosso"(2), com uma forte componente política e influenciado pela música tradicional portuguesa.
No ano seguinte, mudam de editora e gravam "Em Nome da Vida", um disco que os confirma como um grupo muito importante da nova música de intervenção. Participam, também, nos coros do disco "Fura Fura" de José Afonso e em "Histórias de Viageiros" de Fausto.
Né Ladeiras (vinda da Brigada Victor Jara) junta-se à banda e participa na gravação do single "Toca a Reunir", além de participar em vários espectáculos. No entanto, esta cantora estará pouco tempo no line up.
A partir de 1980 o grupo muda de rumo musical, concentrando-se mais nos elementos de origem tradicional da sua música e com os seus componentes a iniciarem estudos musicais no Hot Club de Portugal, sem dúvida uma escola que se revelará importantíssima na evolução do som do grupo.
Gravam o disco "Baile no Bosque", uma verdadeira pedrada no charco e um enorme sucesso comercial. Em pleno Boom do Rock Português (3), os Trovante conseguiam ter sucesso sem se enquadrarem nesse estilo. Para a história ficarão "Balada das Sete Saias" e "Outra Margem". Fernando Júdice e Antón
io José Martins entram para a banda que passa a ser constituída por 7 elementos.
O sucessor de "Baile no Bosque" será editado em 1983 e chamar-se-á "Cais das Colinas", no qual está incluindo esse verdadeiro ex-libris do grupo que é "Saudade". Neste disco já não participa João Nuno Represas, que abandonou o grupo. José Salgueiro entra para a bateria e José Martins encarrega-se das percussões. (4)
Em 1984 lançam "84", um disco que contém "Xácara das Bruxas Dançando" e "Travessa do Poço dos Negros". Este disco é o pretexto para dois concertos no Coliseu de Lisboa, com 8 000 pessoas a aplaudirem os músicos.
Em 1986 surge "Sepes", o seu novo trabalho e continuam os espectáculos, sempre com grande sucesso.
À sombra dos Trovante tinham, entretanto, surgido outros projectos como os Charanga com o disco "Aguarela" e Mafalda Veiga com "Pássaros do Sul": Pode até falar-se no trovantismo e no pós-trovantismo, tal a importância que o grupo adquiriu.
"Terra Firme" é o próximo passo na carreira dos Trovante. Neste trabalho é possível ouvir "Perdidamente", com poema de Florbela Espanca e "125 Azul". Este é um trabalho assumidamente pop e, no qual as referências mais tradicionais se esbatem.
Em 1988 o grupo arrisca uma superprodução no Campo Pequeno, para oito mil pessoas que sabem todas as canções de cor e que resulta no disco ao vivo "Trovante Ao Vivo no Campo Pequeno", que será disco de Platina.
Em 1990 o grupo edita o seu último disco de estúdio "Um Destes Dias" que terá em "Timor"(5) o seu maior êxito.
Este disco é mal recebido pela crítica e os Trovante realizam a sua última digressão antes da dissolução definitiva.
O grupo efectuou, em 12 de Maio de 1999, no Pavilhão Multiusos do Parque das Nações, um espectáculo de que resultou um duplo disco e a transmissão na RTP. O pretexto foi um convite do Presidente da República, Jorge Sampaio, para que o grupo Trovante se voltasse a reunir neste ano em que se comemoraram os 25 anos do 25 de Abril.
Fonte : Música Portuguesa - Anos 80
António Variações
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, filho de camponeses minhotos, desde muito cedo revelou propensão para a música. Nascido em 3 de Dezembro de 1944, abandonou a sua aldeia natal (Lugar do Pilar, freguesia de Fiscal) em 1957 e foi para Lisboa, onde se dedicou a várias actividades profissionais desde empregado de escritório até barbeiro.
Em 1975 viaja até Londres, onde fica durante um ano e parte, depois para Amsterdão onde aprende a profissão de cabeleireiro. Esta aprendizagem servir-lhe-á para se instalar, novamente, na capital portuguesa; onde se estabelece com o primeiro cabeleireiro unissexo de Portugal. Esta actividade não resulta muito bem e, para ganhar a vida, abre uma barbearia na Baixa lisboeta.
Em 1978 grava uma maqueta com alguns temas, que apresenta à Valentim de Carvalho, com a qual assinará contrato.
Na sua própria descrição a música que produz situa-se entre Braga e Nova Iorque. É no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro que António se apresenta ao grande público (1). Os temas que cantou nessa emissão chamavam-se "Toma O Comprimido" e "Não Me Consumas" e ainda permanecem inéditos, uma vez que nunca foram registad
os em disco.
O primeiro trabalho que gravou foi o single "Povo Que Lavas No Rio", imortalizado por Amália Rodrigues (2).
Amália era, aliás, uma das suas referências, que teve direito a uma canção de Variações ("Voz Amália de Nós"). O seu primeiro longa duração "Anjo da Guarda" (3) é também dedicado à popular fadista.
Neste disco participam Vítor Rua (com o pseudónimo Vick Vaporub) e Tóli César Machado, músicos dos GNR. Quem não recorda " É P'ra Amanhã" ou "O Corpo É Que Paga"? (4)
Durante o Verão de 1983 Variações é muito solicitado para espectáculos ao vivo, sobretudo em aldeias por este país fora.
Em Fevereiro do ano seguinte, António Variações entra em estúdio com os músicos dos Heróis do Mar para gravar o seu segundo longa duração que se intitulará "Dar e Receber".(5) O tema mais conhecido deste disco é, sem sombra de dúvidas, "Canção De Engate" que, posteriormente, se tornará um imenso sucesso numa versão dos Delfins.
Em Maio desse mesmo ano dá entrada no Hospital e, no dia 13 de Junho de 1984, morre em consequência de uma broncopneumonia bilateral grave. Será sepultado, dois dias depois, no cemitério de Amares (Braga), perto da sua aldeia natal, com a presença de poucos músicos acompanhando o funeral.
Com a sua morte desaparece um dos maiores renovadores da canção portuguesa das últimas décadas.
No entanto o seu espólio musical foi sendo aberto e Lena d'Água edita, em 1989, o disco "Tu Aqui" que inclui cinco composições inéditas de António Variações. (6)
Em Janeiro de 1994 é editado um disco de homenagem a António Variações que reúne, em torno de versões do cantor, os nomes de Mão Morta, Três Tristes Tigres, Resistência, Sitiados, Madredeus, Sérgio Godinho, Santos e Pecadores, Delfins, Isabel Silvestre e Ritual Tejo.
Isabel Silvestre incluirá no seu disco de 1996 "A Portuguesa" o tema "Deolinda de Jesus" de Variações. Este tema, uma sentida homenagem de Variações à sua mãe (que se chama exactamente Deolinda de Jesus) é o contraponto de qualidade a todas as "Mães Queridas" e quejandos deste país.
Em 1997 é editado o CD "O Melhor de António Variações", o qual recupera material editado em todos os seus discos.
Em 2006 é editada a compilação "A História de António Variações - Entre Braga e Nova Iorque". Pela mesma altura os "Humanos", Manuela Azevedo, David Fonseca e Camané, pegam no expólio de baú de Variações e lançam um cd, que ficou marcado por músicas como "Maria Albertina" e "Muda de Vida".
sábado, 10 de janeiro de 2009
Três Tristes Tigres
Desde 1987 que a ex-Ban Ana Deus trabalhava e colaborava com a poetisa Regina Guimarães na autoria de canções para teatro e video. A teclista Paula Sousa (ex-Repórter Estrábico) acaba por entrar numa fase mais avançada. Em 1992 está definida a primeira formação do grupo. O nome foi escolhido por ser um trava-línguas e porque achavam graça haver tristes na música ligeira que se associa a divertimento.
O primeiro álbum dos Três Tristes Tigres, "Partes Sensíveis", é editado em 1993. A popularidade do tema "O Mundo A Meus Pés" leva a que as edições posteriores do disco tivessem na capa uma imagem de Ana Deus retirada do teledisco desse tema.
Paula Sousa sai em Dezembro de 1993. O grupo participa no disco de homenagem a António Variações com "Anjinho da Guarda".
Alexandre Soares, que colaborara na gravação de "Anjinho da Guarda", entra para o grupo.
Começam entretanto a preparar o segundo álbum de originais, "Guia Espiritual", que vê a luz do dia no ínicio de 1996. O disco foi bastante aclamado e agraciado com o prémio Blitz para o Melhor Álbum Nacional do Ano e o projecto levou ainda o prémio de Melhor Grupo Nacional. "Zap Canal" é um dos temas mais divulgados nas rádios nacionais.
No final de 1998 é editado o seu terceiro álbum, "Comum". Este incluia o tema "Falta (forma)" com a participação de Manuela Azevedo dos Clã.
A formação ao vivo passa a contar com João Pedro Coimbra (bateria, percussão) e Pedro Moura (programações).
Em Maio de 1999 é apresentado em Lisboa e no Porto o espectáculo "Fera Consentida" baseado num texto de Maria Gabriela Llansol.
Nos dias 19 e 20 de Fevereiro de 2000 é estreado no Auditório Carlos Alberto o espectáculo "KITCHnet" de Ana Deus com textos de Regina Guimarães.
Em 2001 é editada a compilação "Visita de Estudo" com temas de todos os álbuns, o tema "Anjinho da Guarda" e como novidades o tema "Coisas Azuis", concebido para o espectáculo "Ferida Consentida", uma nova versão de "Subida aos Céus" e uma remistura de J.P. Coimbra para "O Mundo A Meus Pés".
Alexandre Soares é o autor da banda sonora do filme "Ganhar a Vida" de João Canijo. No filme pode ser ouvido o tema "Fome de Femme" dos Três Tristes Tigres.
Heróis do Mar
Após o fim do grupo Corpo Diplomático, em Setembro de 1980, Pedro Ayres Magalhães recruta António José de Almeida (baterista dos Tantra) e Rui Pregal da Cunha para dar corpo a um novo projecto intitulado Heróis do Mar.
Continuavam com Pedro Ayres, vindos do Corpo Diplomático, Carlos Maria Trindade e Paulo Pe
dro Gonçalves.
Após vários meses de ensaios, os Heróis do Mar lançam o seu primeiro single em Agosto de 1981. Este disco continha os temas "Saudade" e "Brava Dança dos Heróis".
O grupo reflecte alguma estética nacionalista nas suas roupas e nas letras das canções. Houve, até, quem os acusasse de neofascistas ou neonazis.(1)
O seu LP de estreia contém os temas do single e outros como "Magia Papoila", por exemplo.
O seu estilo musical, de início, ainda que próximo de algumas fontes portuguesas ia beber ao fenómeno neo-romântico que despontava em Inglaterra capitaneado por grupos como os Spandau Ballet ou os Duran Duran.
Em Junho de 1982 é editado o máxi-single "O Amor"(2), o seu primeiro mega-sucesso comercial. Este disco conta, no lado B, com uma versão em que canta Né Ladeiras, artista com a qual os Heróis do Mar tinham gravado (enquanto músicos de estúdio) o LP "Alhur".
Em Agosto seguinte tocam na primeira parte do concerto dos King Crimson e dos Roxy Music, que os levam até Paris para actuarem na primeira parte da sua actuação em França.
O seu segundo disco "Mãe" tinha uma bela capa, mas apresentava fragilidades a nível das vocalizações de Rui Pregal e nenhuma canção deste disco se consegue impor com sucesso.
O seu disco seguinte ("Paixão") obtém, finalmente, o êxito que tinha fugido com "Mãe" e leva a revista inglesa "The Face" a considerar os Heróis como o melhor grupo de Rock da Europa.(3)
Os músicos dos Heróis são os acompanhantes de António Variações no seu segundo disco "Dar & Receber", gravado em 1984.
Segue-se a edição do disco "O Rapto", que inclui "Supersticioso" e "Só Gosto de Ti". Os Heróis do Mar mudam de visual e apresentam-se com camisas rasgadas e tendo já muito pouco a ver com a sua estética nacionalista inicial.
Após lançarem no mercado outro single virado para as pistas de dança intitulado "Alegria" [lançado em Julho de 1985; no início do ano tinham lançado uma colectânea] e terem participado em espectáculos no país e no estrangeiro, partem para Macau onde ficam um mês.
As vivências de Macau transportam-nas para o seu novo disco, justamente intitulado "Macau", gravado nos Estúdios de Paço de Arcos da Valentim de Carvalho, com quem tinham firmado contrato após divergências com a editora inicial, a Polygram.
"Macau" [editado em Dezembro de 1986] é completamente diferente daquilo que os Heróis do Mar fizeram até então. Musicalmente muito mais avançados, os Heróis abandonam as suas vestimentas e deixam a música falar por si própria.
Deste disco, o tema "Fado" teria um relativo sucesso. Pedro Ayres estava já, por esta época, com os Madredeus, o que retirava algum tempo aos Heróis do Mar.
António José de Almeida abandona o grupo, em 1988, e já não participa na gravação do último disco chamado "Heróis do Mar"(4). A bateria é substituída por uma caixa de ritmos, nas gravações, e António Garcia (ex-Mler Ife Dada) é convidado para novo baterista. No entanto, ele não chegará a aquecer o lugar porque o grupo dá por terminadas as suas actividades, devido a diferentes opções dos seus elementos e a diferentes projectos onde, cada um, estava envolvido. (5)
ARISTIDES DUARTE / NOVA GUARDA
O documentário sobre os Heróis do Mar, "Brava Dança", do jornalista Jorge P. Pires e do realizador José Pinheiro, estreou comercialmente em Abril de 2007. Na mesma altura foi editada a compilação "Amor" com temas gravados para a EMI e para a Polygram.
(0) Pedro Ayres Magalhães participou no último disco dos Tantra.
(1) «Houve gente nalguns meios de comunicação que não quis que as pessoas percebessem, apostada em confundir. Um movimento determinado a transformar os Heróis do Mar num ícone de um regresso da Direita, a associar-nos aos paraquedistas de Tancos, aos comandos do Jaime Neves e trinta por uma linha. Depois vim a saber onde é que isso foi combinado, porque foi efectivamente combinado, com votos a favor e votos contra. Durante pelo menos dois anos não conseguimos ir tocar a Sul de Setúbal, no Alentejo, porque éramos 'fascistas'. Chamaram-nos fascistas, a putos sem protecção nenhuma que apenas queriam reclamar uma herança histórica, numa altura em que nem na palavra 'pátria' se podia falar. Lançavam-nos: 'Querem é a herança do Salazar!', quando o que pretendíamos era a criação de um showbiz civilizado. Fazíamos tudo como uma companhia de ciganos independente.» PAM
(2) «O "Amor" foi feito em 22 minutos. Entrámos na sala de ensaio e decidimos fazer um 'funkalão' que fosse um êxito para calar toda a gente com aquela história do fascismo. Não é fácil. Na altura o Miguel Esteves Cardoso escreveu que tínhamos feito a coisa mais complicada que qualquer artista podia fazer: uma música comercial e boa» RPC.
(3) «Embora tivéssemos sido considerados uma das dez melhores bandas da Europa, pela "The Face" e pela "Rock & Folk", e a "Actuel" nos tivesse considerado uma das cem melhores ideias da década, o certo é que, por cá, nunca tivemos nenhum dinheiro nem apoio, nem para a casa, nem para o carro, nem para as contas nem para nada... Foram muitos anos de uma vida difícil». PAM
(4) «Não encontrámos nenhum título que nos satisfazesse e qualquer outro nome só iria parecer artificial. plástico.» CMT
(5) Dão o último concerto em Outubro de 1989Sexto Sentido
Profundamente influenciados pela sonoridade dos anos 80 e por algumas das bandas internacionais que fizeram a história da música dessa década – como “Whitesnake”, “Def Leppard”, “Queen”, “Aerosmith”, “Gun” e “Gun’N..Roses” – os “Sexto Sentido” iniciaram o seu percurso musical tocando covers dessas mesmas bandas sob o nome de “Rockefeller”. Desde 1998 (ano da formação da banda) e durante cerca de dois anos interpretaram temas da sua predilecção, protagonizando verdadeiras noites de euforia nos bares de Lisboa e arredores, conquistando a atenção dos noctívagos amantes do espírito rock.
“Contigo” e “Se o sol não nascer” foram dois cartões de visita muito importantes para chegar aos meios de comunicação portugueses, nomeadamente rádios e televisão. Lançados em 1999 e integrando o elenco musical do primeiro álbum marcaram o ano de viragem dos “Sexto Sentido”. Com o primeiro trabalho discográfico intitulado “Corpo e Alma”, editado pela multinacional Sony Music e baseado apenas em originais a banda dedica adoptar um estilo próprio, cuja recepção pelo público português se revelou entusiasta. Actualmente a música “Contigo” continua a ser incluída em colectâneas portuguesas e solicitada pelos ouvintes nas rádios.
Animados pela confiança transmitida pelo público e pela sua aceitação no panorama musical os “Sexto Sentido” regressam em 2001, depois da tournée do primeiro álbum, com o segundo trabalho, caracterizado por um estilo pop rock. Desta feita “Natureza Humana” – gravado nos estúdios “New Sound” (Leiria) e masterizado nos famosos “Masterdisk” de Nova Iorque, cuja edição esteve a cargo da “Independente West Coast Records” e a distribuição da “Universal Music” – contou com a integração de novos sucessos de entre os quais se podem destacar “Anjos caídos” e “Chuva” que voltaram a ser presença assídua nas rádios e colectâneas nacionais. O tema “Quando estou ao pé de ti” fez ainda parte da banda sonora de “Olá Pai”, conceituada série da televisão portuguesa.
Empenhados na cuidada produção e composição do terceiro álbum, que terá o nome da banda “Sexto Sentido” e cujo lançamento está agendado para breve, os “Sexto Sentido” protagonizam, em 2006/2007, como que um regresso às origens, apresentando um trabalho assinado pelo revivalismo do rock e repleto de energia, a qual se repercute ao longo dos onze temas que compõem o CD e que faz com que este novo disco seja, possivelmente, o trabalho mais genuíno da banda. Pela sonoridade forte, agressiva e contagiante o tema “Toda a Noite” fez parte da telenovela “Ninguém como tu”.
Em 2008, reeditam o álbum "Sexto Sentido", com dois temas originais "Como eu penso em ti" ( tema da novela feitiço de amor) e "Dias de Inocência".
Dora
Dora Maria Reis Dias de Jesus nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1966.
Uma amiga da família incentivou-a a participar no concurso de apuramento da Cinderela portuguesa, promovido pelo programa Clube Amigos Disney.
Não ganhou o concurso mas Guilherme Inês, Zé da Ponte e Luís Oliveira (os responsáveis pela selecção das candidatas) ficaram deslumbrados com a concorrente e convidaram-na para defender o tema "Não Sejas Mau Para Mim" no Festival RTP da Canção de 1986. O tema, uma produção da Namouche Team, acabaria por vencer e foi representar Portugal em Bergen, na Noruega, onde obteve o 14º lugar.
A versão internacional do single inclui os temas "You're Hurting Me" e "This Will Be The Last Time". Em Agosto de 1986 é editado o single "Easy/Seventeen". Ainda nesse ano é editado o single "Our Love".
Em Julho de 1987 é lançado o single "Já Dei" (com letra de Mário Zambujal) e que incluía no lado B uma versão em inglês desse tema.
Colabora com os Onda Choc no tema "Ser Artista Não É Fácil", versão de um sucesso de Kim Wilde.
No dia 7 de Março de 1988 venceu o 1º Prémio Nacional de Música, realizado no Casino Peninsular da Figueira da Foz, com o tema "Déjà Vu", da autoria de Zé da Ponte, Guilherme Inês e Luís Oliveira.
Este foi um dos temas apurados para a final do Festival da Canção desse ano mas o tema escolhido para concorrer ao Festival da Eurovisão acabou por ser "Voltarei". Dora apenas dera voz à maqueta enviada a concurso, sem assumir qualquer compromisso com os autores da canção, José Niza e José Calvário, mas seria com esta canção que iria à Irlanda.
É editado o álbum de estreia intitulado "Déjà Vu" que que inclui o tema-título, nas versões portuguesa e inglesa, e outros temas como "Easy" e "Lies".
Participa como actriz no musical "Enfim Sós", da responsabilidade de Carlos Cruz, Mário Zambujal e José Duarte, e é nessa peça que encontra o seu marido, Jorge Paiva. Chega a interromper as actuações na peça devido à lua de mel que decorreu no Brasil. Em Dezembro de 1988, Dulce Pontes substituiu Dora na peça "Enfim Sós".
Em 1990 participa no Festival da OTI com o tema "Quero Acordar". No Festival da Canção desse ano é um dos cantores que recordaram êxitos especiais do Eurofestival.
Vai viver para o Brasil tendo regressado a Portugal em 2001. Participou na banda sonora da novela "Lusitânia Paixão" e em vários espectáculos do Casino Estoril.
Em 2006 foi uma das vozes convidadas do programa "A canção da minha vida". Recentemente em 2008 participou no programa "A minha geração anos 80", onde interpretou o mega sucesso "Não sejas mau para mim" (em baixo o vídeo)
Ban
O grupo Bananas, inicialmente queriam ser uma banda de ska, foi formado em 1981.
Em 1982 concorrem ao Festival Só-Rock (Rock em Stock/7Up) que ganharam. Jorge Romão vai tocar para os GNR.
Em 1983 o grupo assina com a EMI e editam um single, produzido por Moz Carrapa, com os temas "Identidade" e "Virgens-Impulsos". A formação que gravou este disco incluía João Loureiro (voz e teclas), João Ferraz (guitarra, Paulo Faro (bateria) e Chico Monteiro (baixo).
O grupo encurta o nome para Ban e editam o mini-LP "Alma Dorida": quatro temas originais num disco sem teclas, só com guitarra, voz, baixo e bateria. Destacam-se o tema-título e "Pantomina".
Em 1985 dão vários concertos em Espanha mas estão parados alguns meses. Em Dezembro desse ano reaparecem na 3ª edição do Ciclo Novo Rock ao Vivo onde contaram com a prestação de Zezé Garcia (Urb) e de Emanuel Ramalho, este em substituição de Paulo Artur Faro.
Em Outubro de 1986 é lançado o máxi "Santa"(2), produzido por Ricardo Camacho e considerado por João Loureiro a primeira tentativa "pop" dos Ban. O disco incluía os temas "Santa", "Portugal" e "Ultramar".
O grupo opta por um som ainda mais pop e entra para o grupo a cantora Ana Deus (3). Em Abril de 1988 é editado o álbum "Surrealizar". Os maiores sucessos deste disco são "Irreal Social" (vídeo), "Encontro com Mr. Hyde" e "Num Filme Pop". É lançado um máxi-single com remixes de "Irreal social" e "Brouhaha".
Em 1989 é lançado o álbum "Música Concreta" que inclui os temas "Excesso Aqui", "Euforia" e "Dias Atlânticos", entre outros. Para o grupo tinham entrado os músicos Rui Fernandes (saxofone) (4) e Ricardo Serrano (teclas).
No início de 1991 é editado o disco "Mundo de Aventuras" que inclui temas como "Mal de sol" e "Displiciente" (ambos com a voz de Ana Deus), "Rosa, Flor", "Segredo" ou "Pá-rá- rá". O arranjo do tema "Mundo de Aventuras" foi feito com bocadinhos de todas as outras músicas. "Pequeno Amor" aparece apenas na edição em CD.
O Máxi-Single "Mundo de Aventuras" incluía duas versões do tema ("Mundo Remix" e "Extended Mix") e "Pequeno Amor".
Em Fevereiro de 1992 é lançada a compilação "Documento 83-86" que inclui os temas do
início da carreira do grupo.
Por motivos diversos - uns elementos tinham outras opções de vida e devido a algum cansaço - os Ban dão por encerradas as suas actividades.
Em 1994 é lançada uma colectânea com os maiores sucessos do grupo: "Num Filme Sempre Pop". A primeira edição incluía um Cd-bónus com as versões máxi-single.
Nesta ocasião o grupo ainda faz uma digressão final, com Emília no lugar de Ana Deus, mas que serviu apenas para colocar uma pedra final no agrupamento.
(1) No primeiro espectáculo que deram até usaram uma vestimenta tipo safari.
(2) Naquele ano foi considerado o melhor máxi-single de produção nacional pelo programa de rádio "Som da Frente".
(3) Ana Deus chegou a fazer audições para os Madredeus mas entretanto foi viver para o Porto .
(4) Rui Fernandes, ainda com 16 anos, participou nas gravações do disco "Surrealizar".
Fonte : Música Portuguesa - Anos 80
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ideia do Blog
Porque há muita cultura a nossa espera que deconhecemos...




